"mas o que eu queria mesmo dizer é que eu fico muito feliz quando eu percebo que as pessoas não desistem de mim. porque até eu desisto de mim com uma freqüência considerável, então é muito bonito quando você percebe que as pessoas se importam com você, apesar da sua inabilidade em manter contato, como exige um relacionamento saudável. porque das minhas intenções só eu sei, mas só a intenção sem ação não vale muito. e eu realmente preciso que as pessoas não desistam. é um motivo para continuar levantando da cama todo dia."
- aninha, em pas du tout.
16 maio 2009
06 maio 2009
no princípio, era a surpresa e o impulso. as sinapses desencontradas sem nenhuma direção. {eu poderia arrancar as interrogações das minhas coxas e ir, estóica, até a última dúvida}. precisei frear os sentimentos ou meu corpo viraria um campo minado. quando se fica tão vulnerável é difícil não enlouquecer. e mesmo assim, frente àquele imenso espaço sem respostas, não questionei. afirmei o que compreendi como verdade. e em troca veio algo construído com um substrato tão sincero. {apesar de}. agora é apenas a ansiedade misturada com alguma outra sensação paralisante. um medo parecido com vertigem {que é, senão, o temor à vontade de se jogar e não à possibilidade de queda} daquilo que não tem nome, mas nem é recomeço nem é continuação.
01 abril 2009
top 10 shows gringos:
01 - strokes [tim festival 2005]
02 - little joy [recife 2009]
03 - rapture [planeta terra 2007]
04 - arcade fire [tim festival 2005]
05 - nouvelle vague [coquetel molotov 2007]
06 - interpol [são paulo 2008]
07 - phoenix [nokia trends 2007]
08 - cat power [tim festival 2007]
09 - placebo [abril pro rock 2005]
10 - wilco [tim festival 2005]
menções honrosas para cocorosie e tortoise no coquetel molotov de 2006.
22 março 2009
20 março 2009
março tá indo embora e eu fiquei guardando até agora a beleza que foi o show do little joy em recife no início de fevereiro. como se eu não quisesse dividir com mais ninguém a alegria que eu senti ali no teatro da ufpe.
o cd é curtinho, 28 minutos só. mas ao vivo eles tocam o álbum inteiro, uma composição nova, 'this time tomorrow' [kinks] e 'walking back to happiness' [helen shapiro].
'don.t watch me dancing' fica linda no palco, com os músicos todos deixando ela mais pesada e mais longa que na versão original. a voz da binki é uma preciosidade... baixinha, doce e eu juro que na hora que a música fala "all her best years spent distracted/ by these tired reenactments" o olho dela encheu de lágrima. logo depois ela estava tocando o xilofone e eu tinha certeza que era um dos melhores shows que já fui.
havia tanta energia boa. cada música significava algo leve e mesmo as mais doloridas tipo 'play the part' ou 'with strangers' vinham com algo de esperança. 'unattainable' continua sendo minha preferida e 'evaporar' continua soando como resto do 4, do los hermanos.
agora a catarse foi mesmo no momento final, 'brand new start' e o fabrizio falando para irmos dançar com eles. terceiro mundo, brasil, nordeste... o pobrezinho! meio teatro subiu ao palco e por um momento eu imaginei que tudo iria ao chão. foi lindo lindo lindo. já até me achei em um videozinho no youtube em cima do palco. fiquei na frente da binki o tempo todo e ela realmente parece feita de porcelana.
i gotta give all my love




